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LIBERDADE RELIGIOSA

Evangélicos bolivianos temem novo código penal e lutam para tirar socialismo do poder

Lei de “liberdade religiosa” equivale evangelização ao crime de tráfico e terrorismo.

01/08/2019 17h31
Por: Editoria - Jornal O Cristão
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Nos últimos dez anos os evangélicos da Bolívia buscam que o governo reconheçam as igrejas protestantes. De 1985 até hoje, o número de evangélicos naquele país saltou de 7,6% para 17%.

Em 2009, Evo Morales separou o Estado da Igreja, mas a divisão não trouxe o reconhecimento dos protestantes. O crescimento forçou uma lei de liberdade religiosa, aprovada em 2018, para dar uma posição aos protestantes na sociedade boliviana.

 

Para o presidente da Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia, Munir Chiquie, “pela primeira vez, as entidades religiosas têm uma identidade legal, com direitos de autodeterminação e independência do Estado”.

Mas o novo código penal boliviano fez com que os evangélicos voltassem a temer.

O artigo 88 assemelha a evangelização ao terrorismo e tráfico, punindo com 12 anos de prisão quem “capturar, transportar, transferir, privar de liberdade, receber ou anfitriões” com o propósito de recrutá-los para “participação em conflitos armados ou em organizações religiosas ou cultuais”.

Com as eleições presidenciais se aproximando, os evangélicos da Bolívia se espelham no Brasil e tentarão eleger um presidente conservador para tirar a esquerda do poder.

O pastor Humberto Peinado, da Igreja da Família Cristã em Santa Cruz, disse em entrevista, que o mundo está passando por uma “Primavera Cristã” e que os evangélicos estão ajudando a derrubar “socialistas populistas” em todo lugar, do Brasil até os Estados Unidos.

A principal motivação dos evangélicos conservadores é o reconhecimento real das igrejas protestantes, além disso, as denominações evangélicas também estão criando campanhas contra a nova lei de liberdade religiosa, alegando que ela força as igrejas a se submeterem ao Estado.

 

 

 

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