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INTOLERÂNCIA

Intolerância religiosa fecha igrejas cristãs no Cazaquistão

Só no primeiro semestre deste ano, 18 igrejas foram punidas por realizar cultos secretos.

01/08/2019 17h24
Por: Editoria - Jornal O Cristão
Fonte: Portas Abertas
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Nos seis primeiros meses de 2019 os cristãos do Cazaquistão já foram vítimas de inúmeros atos violentos como invasões a lares cristãos, confisco de materiais religiosos, detenções e interrogatórios.

Segundo o Portas Abertas, mais 104 casos judiciais foram movidos contra indivíduos, comunidades religiosas e comércios por atividades religiosas ilegais.

 

Os dados mostram que a situação vem piorando e o país que costumava ser um dos mais suaves da região em relação à perseguição, está cada vez mais parecido com os outros países da Ásia Central.

Entre janeiro e julho deste ano, as autoridades do país abriram 28 processos administrativos contra comunidades religiosas por reunirem pessoas para cultuar a Deus, ou somente por manter um local de culto. Durante todo o ano de 2018, foram 39 casos como esses no Cazaquistão.

O relatório mostra que no primeiro semestre de 2019 um total de 18 igrejas protestantes, todas pertencentes ao Conselho de Igrejas Batistas não registradas, foram acusadas de realizar reuniões proibidas nesse país. Eles receberam multas equivalentes a um e dois meses de salário médio como punição.

Além disso, mais casos também foram registrados no primeiro semestre de 2019 por materiais religiosos ou postar conteúdo religioso online do que todo o ano anterior: 20 e 16 casos, em comparação com 18 e 23 casos, respectivamente.

Cinco igrejas protestantes e dois cristãos foram punidos por distribuir literatura religiosa, com multas e outra com a proibição de distribuição posterior. As igrejas locais disseram à Portas Abertas, no início deste ano, que sua liberdade de adoração estava diminuindo gradualmente. Igrejas registradas são checadas com mais frequência e enfrentam maiores restrições e, para igrejas não registradas, está se tornando mais difícil de se encontrar, disseram eles.

Um relatório da unidade de pesquisa da Portas Abertas afirma que o cristianismo no Cazaquistão é visto como uma religião russa e que “alguns meios controlados pelo governo retratam os cristãos protestantes como uma ameaça à segurança e à sociedade”.

Há duas fontes principais de perseguição aos cristãos no Cazaquistão: uma é o Estado e a outra, o ambiente muçulmano, como explica o Portas Abertas. Enquanto a perseguição do Estado acontece por meio da polícia, serviços secretos e autoridades locais, que monitoram atividades religiosas e frequentemente vigiam os cultos realizados nas igrejas. As autoridades do Estado perseguem regularmente as igrejas não registradas. A cultura islâmica no geral torna a vida especialmente difícil para os convertidos ao cristianismo.

As igrejas ortodoxas russas são as menos perseguidas, pois geralmente não tentam entrar em contato com a população cazaque. São os cristãos indígenas ex-muçulmanos que suportam o maior peso da perseguição vinda tanto do Estado como da família, amigos e comunidade. Alguns convertidos chegam a ser trancados em casa por longos períodos, agredidos e podem até ser expulsos de suas comunidades. Mulás (clérigos islâmicos) locais também pregam contra eles.

 

 

 

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