Conecte com a gente




Mundo Cristão

Pastor de Mianmar pode ser processado por falar a Trump sobre perseguição religiosa

O pastor batista Hkalam Samson se reuniu com Donald Trump na Casa Branca em julho, junto com outros sobreviventes da perseguição religiosa pelo mundo.

Editoria Jornal O Cristão

Publicado

em

Um pastor batista de Mianmar teve menos de 60 segundos no Salão Oval da Casa Branca para falar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre os maus-tratos e abusos sofridos por seu povo.

Em julho, Hkalam Samson disse ao presidente que grupos étnicos em sua terra natal estavam sendo “oprimidos e torturados pelo governo militar de Mianmar” e agradeceu a ele por impor sanções a quatro principais generais.

Agora, provando que Samson estava certo, um coronel do Exército de Mianmar foi a tribunal para processar o pastor por seus comentários sobre os militares durante a conversa com Trump.

Samson, que após sua visita à Casa Branca voltou para casa na cidade de Myitkyina, no norte de Mianmar, disse que está esperando para ver se um tribunal irá aceitar a queixa do coronel. 

A natureza da denúncia não é clara, mas em casos semelhantes, os militares se aproveitam das abrangentes leis de difamação criminal do país. Espera-se que um juiz decida na próxima semana se o caso pode prosseguir.

“Não há liberdade de expressão para os cidadãos de Mianmar, onde quer que você esteja, porque você pode ter problemas, mesmo quando fala sobre a verdade na Casa Branca”, disse Samson em entrevista ao The New York Times.

As autoridades dos EUA não falaram publicamente sobre o caso de Samson. Mas, em particular, expressaram preocupação de que um convidado da Casa Branca possa enfrentar a prisão pelo que ele disse ao presidente. 

Samson visitou a Casa Branca com líderes religiosos de todo o mundo cujas comunidades foram perseguidas por causa de sua fé.

Luta pela liberdade

Em 16 de julho, um dia antes de Samson visitar a Casa Branca, o governo Trump impôs sanções ao principal comandante militar de Mianmar, o general Min Aung Hlaing, e a três de seus oficiais de mais alto escalão, por seus papéis em uma campanha contra muçulmanos étnicos, o que foi considerado pelas autoridades americanas como “limpeza étnica”.

Os militares, conhecidos como Tatmadaw, governaram Mianmar por quase meio século até 2011, quando começou a compartilhar o poder com líderes civis. Mas ainda mantém uma autoridade extraordinária sobre os assuntos do país, anteriormente conhecido como Birmânia.

Nos últimos três anos, os militares apresentaram dezenas de queixas por difamação contra seus críticos. Como na denúncia contra Samson, todos os casos foram movidos por coronéis.

Samson é presidente da Convenção Batista de Kachin e um dos principais defensores dos direitos das pessoas étnicas da região, que são predominantemente batistas e vivem no norte de Mianmar.

Samson, um representante de longa data de seu povo, visitou os EUA várias vezes e já havia conhecido Trump. Ele também conheceu o ex-presidente Barack Obama duas vezes, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e o ex-presidente Jimmy Carter quando viajaram para Yangon, a principal cidade de Mianmar.

“Como cristãos em Mianmar, estamos sendo muito oprimidos e torturados pelo governo militar de Mianmar”, disse o pastor a Trump na Casa Branca. “Não temos muitas chances de liberdade religiosa””

Vestindo um casaco e chapéu tradicionais de Kachin, ele pediu ajuda a Trump para levar a democracia a Mianmar e agradeceu-lhe pelas novas sanções. “Sim, sim, nós fizemos algo”, respondeu o presidente. “Obrigado. Eu aprecio muito”.

Apesar da ameaça de ficar preso por meses ou anos, Samson disse que fazer parte de um processo legal já é um avanço, comparado com as décadas de impunidade militar em áreas étnicas como Kachin.

Durante esse período, ele disse, os críticos das forças armadas simplesmente desapareceriam. “Se os militares não estivessem felizes com o que dissemos, eles não entrariam com uma ação. Eles o levariam e você desapareceria anonimamente”, destaca.

Fonte: The New York Times

Continue lendo
Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo Cristão

Pastor usa presentes de Natal para evangelizar pessoas carentes no México

Por conta deste trabalho ele inaugurou a primeira igreja da montanha, com mais de 100 membros.

Editoria Jornal O Cristão

Publicado

em

Através da Operação Christmas Child, um projeto do Samaritan’s Purse, um pastor deficiente conseguiu usar presentes de Natal para evangelizar em uma área montanhosa remota no México.

As caixas de presentes são enviadas para mais de 160 nações, incluindo 50 áreas de difícil acesso, contendo brinquedos, itens de higiene, material escolar e folhetos com mensagens cristãs.

Esses presentes foram enviados para La Laguna, onde vive os povos Mexicaneros, ou Nahuatl, pessoas que até alguns anos nunca ouviram falar no Evangelho.

Mas através do pastor José Benitez, residente em Tequila, a mensagem chegou até os moradores e no dia 22 de outubro ele inaugurou sua primeira igreja na montanha.

Com os presentes entregues no ano passado, ele conseguiu mais de cem conversões, homens e mulheres, jovens e idosos, que estavam na inauguração da igreja que contou com a participação do Edward Graham, neto do evangelista Billy Graham, idealizador do Samaritan’s Purse.

“Tivemos a oportunidade de vir até aqui e encontrar o pastor José. E eu fiquei tipo ‘Preciso conhecer esse cara’”, declarou Graham que fez questão de ir até o México participar da inauguração.

Edward Graham. (Foto: Samaritan’s Purse)

“Sou bastante novo no ministério, só trabalho na Samaritan’s Purse há pouco mais de oito meses”, acrescentou Graham, que serviu no Exército dos EUA por 16 anos. “E enquanto eu ando por aí e vendo os diferentes aspectos, quero ser encorajado e ver os campeões de Cristo. Ouvi a história desse cara e queria vir aqui e conhecê-lo, e egoisticamente ser um pouco encorajado e inspirado por ele”.

Sem poder usar as pernas, Benitez se locomove em uma scooter. Ele só aceito Jesus aos 42 anos e se tornou missionário para contar sua história de transformação. “Deus mudou minha vida”, revelou ele ao Christian Post.

Ele chegou em La Laguna em uma época de muita violência depois de receber uma ligação em seu programa de rádio de uma moradora da montanha que queria a visita do missionário para pregar na comunidade e assim ele foi.

Ele visitou a vila de La Laguna por muitos anos antes de ver qualquer fruto surgir dos moradores de lá, com exceção de Eusébia e sua família.

E então, um dia, ele ouviu falar da Samaritan’s Purse, organização evangélica cristã de ajuda humanitária, e do projeto Operação Christimas Child. Ele decidiu se tornar um parceiro do ministério local da organização e usar o programa de Natal para realmente causar um impacto na remota vila.

Ao capitalizar a generosidade daqueles que dão caixas de presente, Benitez foi de um lado para outro às montanhas por 10 anos abençoando as famílias de lá e compartilhando o amor de Jesus.

Continue lendo

Internacional

Cristãos correm risco de prisão se exibirem Bíblia na Arábia Saudita, alerta grupo de vigilância da perseguição

Os cristãos que viajam para a Arábia Saudita estão sendo advertidos a não exibir publicamente sua Bíblia enquanto estão no país ou viajam com mais de uma cópia do texto, apesar da recente abertura do reino ao turismo.

Editoria Jornal O Cristão

Publicado

em

O grupo de fiscalização da perseguição cristã Barnabus Fund divulgou um comunicado segunda-feira alertando indivíduos que ter uma Bíblia ainda pode colocá-los em risco de prisão.

“Os visitantes cristãos devem estar cientes de que exibir uma Bíblia em público ou levar mais de uma Bíblia para o país pode colocá-los em risco de prisão”, alertou o grupo. 

“Os novos regulamentos para turistas declaram que uma Bíblia pode ser trazida para o país, desde que seja apenas para uso pessoal. As Bíblias não devem ser exibidas em público e qualquer pessoa que trouxer um grande número de Bíblias enfrentará ‘penalidades severas’. ”

Barnabus continuou explicando que o governo da Arábia Saudita segue uma interpretação estrita do Islã e que praticar abertamente o cristianismo no reino é proibido.

“Existem centenas de milhares de cristãos de outras nações, como Filipinas, outras partes da Ásia ou países africanos que vivem e trabalham na Arábia Saudita”, acrescentou o grupo.  

“Mas eles devem se reunir em casas particulares para adorar e correr o risco de assédio, prisão e deportação, se forem pegos fazendo isso. Os cidadãos sauditas que se convertem ao cristianismo correm o risco de ser executados pelo Estado por apostasia se sua conversão se tornar conhecida. ”

No mês passado, a Arábia Saudita anunciou que estava lançando um novo programa de vistos destinado a incentivar o turismo, em parte para afastar o reino de sua dependência da indústria do petróleo.

Anteriormente, o programa de vistos do país islâmico era restrito àqueles que vinham para negócios ou peregrinação religiosa, de acordo com a BBC .

As mulheres estrangeiras que se beneficiarem do programa de vistos não serão obrigadas a aderir ao rigoroso código de vestuário do país ou a serem acompanhadas em público. No entanto, eles ainda deverão vestir-se modestamente.

O ministro do Turismo da Arábia Saudita, Ahmad al-Khateeb, disse no mês passado que o novo visto era um “momento histórico” para a nação, acrescentando que o reino possui “cinco Patrimônios da Humanidade pela UNESCO, uma cultura local vibrante e uma beleza natural de tirar o fôlego”.

“Nós temos uma cultura. Acreditamos que nossos amigos e convidados respeitarão a cultura, mas definitivamente é modesta e ficará muito clara ”, disse al-Khateeb, conforme relatado pela BBC.

O grupo de vigilância da perseguição Open Doors USA classificou a Arábia Saudita como o 15º pior perseguidor de cristãos no mundo, de acordo com seu relatório anual da World Watch List. 

“As igrejas cristãs na Arábia Saudita são continuamente alvo. Três igrejas caseiras subterrâneas foram fechadas [em 2018], algumas depois de serem invadidas pela polícia ”, observou o relatório da Portas Abertas .

“Cristãos – sauditas e estrangeiros – correm o risco de serem presos, abuso físico e ameaças graves por causa de sua fé. Vários foram forçados a deixar o país por causa de sua fé ou atividades relacionadas à fé. ”

Com informações do Christianpost

Continue lendo

Internacional

Cristãos protestam contra o fechamento de 9 locais de culto em 12 meses, na Argélia

Centenas de cristãos protestaram pacificamente nos últimos dias contra a campanha governamental para fechar igrejas na Argélia.

Avatar

Publicado

em

Nas ruas eles se manifestaram contra o fechamento “injusto” e pediram por “liberdade de culto sem intimidação”.

Um dos cartazes, escrito em árabe e francês, dizia “Sr. Governador, pare o fechamento de igrejas”.

Uma faixa trazia pedido semelhante: “Não ao fechamento injusto de igrejas”.

Os manifestantes também pediram “derrogar a lei de 06/03 de 2006”, uma ordem controversa usada para impedir as atividades das minorias religiosas.

“O fechamento das igrejas acontece arbitrariamente, sem chance de retirar os materiais dos locais de culto. Cadeiras, microfones, materiais, Bíblias, tudo está bloqueado”, disse, em entrevista à Evangelical Focus, uma fonte argelina que conhece bem as igrejas no terreno.

Várias igrejas locais mudaram seus pertences para outros locais de culto quando a intervenção dos policiais parecia iminente. Nove locais de culto protestante já foram fechados em 12 meses, sendo o último caso uma igreja em Tizi-Ouzou.

A ação do governo contra grupos protestantes se concentrou muito na região de Kabylie.

Alguns crentes da região veem isso como uma “provocação” do governo com o objetivo subjacente de provocar algum tipo de reação que poderia ser punida “com mão firme”, disse a fonte.

No entanto, os líderes da igreja argelina pediram para manter uma atitude pacífica, sem expressar opiniões antigovernamentais nas mídias sociais e defender a liberdade religiosa, enquanto continuam a se engajar nas iniciativas de oração e jejum iniciadas em março.

A hostilidade do governo levou a uma “unidade mais forte do que nunca entre as igrejas”. O crescimento significativo das comunidades protestantes cristãs nos últimos vinte anos pode ter levado a algumas discrepâncias em questões teológicas secundárias, mas essas foram agora reservadas “para enfrentar todas essas injustiças”, disse a fonte argelina à Evangelical Focus.

As comunidades cristãs cujos locais de culto foram fechados encontraram a colaboração de outros grupos que estão oferecendo suas instalações. Cultos em casas também foram iniciados recentemente.

O governo da Argélia está passando por um período de transição confuso após a renúncia do presidente Abdelaziz Bouteflika.

Abdelkader Bensalah é o novo líder interino chamado para organizar novas eleições.

Nos últimos dias, soube-se que mais duas igrejas na região de Kabylie poderiam ser fechadas à força. Até agora, as autoridades justificaram suas ações argumentando que a maioria dos locais de culto protestante não possui a licença exigida pela lei de 2006, conhecida como a ordem de 06/03.

A Igreja Protestante da Argélia (EPA, em francês), uma entidade formada há quatro décadas, que agora reúne mais de quarenta igrejas protestantes no país, denunciou que as comunidades cristãs solicitam essas licenças há muitos anos, mas as autoridades ignoraram intencionalmente seus pedidos para colocá-los em uma posição de ilegalidade.

Os especialistas argelinos em direitos humanos estão tentando abolir a lei.

A Aliança Evangélica Mundial (WEA) é uma das organizações internacionais que se posicionou a favor da Igreja Protestante da Argélia. A WEA abordou a situação nas recentes sessões de setembro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra.

A instituição denunciou que “as igrejas estão em uma zona cinza legal de não reconhecimento, dando às autoridades a latitude para fechar um edifício após o outro”.

O órgão, que representa 600 milhões de cristãos evangélicos em todo o mundo, chamou para “encerrar a campanha contra as igrejas protestantes e revisar o processo de registro”.

Fonte: Guia-me com informações de Evangelical Focus

Continue lendo


PUBLICIDADE