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Meditações

Mensagem de Reflexão: Intimidade com Cristo

Sua vida foi um estudo de contrastes. Nasceu escravo, ameaçado de morte, mas foi criado no palácio como membro da família real…

Editoria Jornal O Cristão

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Sua vida foi um estudo de contrastes. Nasceu escravo, ameaçado de morte, mas foi criado no palácio como membro da família real. Começou a vida adulta como príncipe, mas se tornou um fugitivo da justiça. Foi acolhido como refugiado estrangeiro e se tornou pastor de cabras. Teve um encontro transformador com Deus, desafiou o rei mais poderoso da época, tornou-se libertador do seu povo, líder de uma nação de escravos e mediador entre Deus e o povo. Ao final da vida, viu a terra prometida, mas não pôde entrar…

Como você encara este momento final da vida de Moisés? Talvez você sinta uma pontada de pena, quem sabe até achando que Deus foi excessivamente rigoroso com ele. No entanto, Moisés não se revoltou contra Deus; ele parece aceitar muito tranquilamente seu destino. A mim, parece que ele se deu conta de que aquilo pelo que ele realmente ansiava era estar com Deus, e não entrar na Terra Prometida. Afinal, o que é a terra de Canaã se não se tem intimidade com Deus? Em seu excelente livro sobre a alma da liderança, a autora Ruth Haley Barton escreve:

Todas as suas experiências de discernir e fazer a vontade de Deus o haviam trazido a um ponto em que ele sabia, do fundo do seu coração, que a vontade de Deus era o melhor que podia acontecer com ele em qualquer circunstância. Certamente ele tinha a percepção de que a terrível solidão – a qual ele tinha enfrentado durante toda a sua vida – seria agora irrevogavelmente erradicada […] para Moisés, a presença de Deus era a Terra Prometida.1

No artigo anterior desta série, “Terminando bem”, alistamos cinco hábitos de cristãos que terminaram bem, que completaram o chamado de Deus para as suas vidas. O primeiro hábito é cultivar intimidade com Cristo. O significado deste hábito inclui, mas supera em muito manter meramente uma rotina devocional. Desenvolver uma vida de intimidade com Cristo inclui um compromisso e um foco que podem nos levar ao ponto em que estar com Deus é nossa Terra Prometida. Tudo o mais perde seu brilho diante disso.

Diferente de um casamento, o objeto de nosso amor em nossa relação com Deus nunca vai nos frustrar ou decepcionar.

Eu vejo paralelos entre esse tipo de intimidade com Deus e a intimidade de um casamento (Efésios 5.21-30). Nossa caminhada com Cristo também começa com um período de paixão em que tudo o mais é trocado para estar com a pessoa amada. No entanto, com algum tempo de convivência, todo cônjuge precisa enfrentar a barreira da rotina. Este é o momento em que nos acostumamos com a pessoa com quem casamos. Os encantos parecem comuns e os incômodos se sobressaem. Diferente de um casamento, por mais saudável que seja, o objeto de nosso amor em nossa relação com Deus nunca vai nos frustrar ou decepcionar. Ainda assim, parece que nos acostumamos com o sobrenatural. Assim como o povo de Israel no deserto, os milagres de ontem parecem não chamar nossa atenção hoje. E esse é o momento em que precisamos investir em nosso relacionamento. Precisamos retomar o mesmo caminho que nos levou a nos apaixonarmos.

Como fazer então para cultivar essa intimidade, especialmente quando ela não é tão natural? A palavra que me vem à mente é renovação. Precisamos cultivar momentos de renovação de nossa intimidade com Deus. Minha relação com Deus inclui o ritmo normal de comunicação: ler e refletir sobre a Bíblia (2Timóteo 3.16-17), orar (Efésios 6.18) e compartilhar com outros cristãos o que tenho aprendido (Colossenses 3.16). No entanto, quando essa intimidade parece distante, preciso fazer alguns investimentos a mais para retornar à intimidade prazerosa: tempos especiais de solitude (Mateus 14.23) e meditação (Salmo 143.5). Deixe-me explicar cada um destes hábitos:

Leitura e Reflexão Bíblica – não uma leitura corrida de algum texto aleatório, mas a leitura sequencial e demorada do texto bíblico na expectativa de ouvir Deus se revelar por meio de sua Palavra. Para as pessoas de minha geração (ainda usávamos cartas escritas…), ler uma carta da pessoa amada não era um ritual rápido e único. Eu lia as cartas mais de uma vez, procurando curtir aquelas palavras, enquanto buscava um sentido mais profundo e imergia nas lembranças da pessoa distante.

Oração – toda comunicação é feita de vários níveis, desde o mais corriqueiro até o mais profundo. Nosso tempo de oração deveria incluir as orações rápidas de agradecimento por coisas tão comuns como uma refeição até momentos em que nos faltam palavras para expressar nosso coração. É tolo quem acha que manterá uma relação profunda com apenas os níveis mais superficiais de comunicação.

Compartilhar com outro cristão – todo o Novo Testamento aponta para o fato de que somos chamados para viver em comunhão. Na verdade, o valor do individualismo, tão comum em nossos dias, vai diretamente contra o ensino de Jesus! Ao compartilhar com outro cristão o que tenho aprendido eu estou abençoando e sendo abençoado. Ao ouvir de suas experiências com Deus sou estimulado a buscar mais e mais a minha própria intimidade com Deus.

Desenvolver uma vida de intimidade com Cristo inclui um compromisso e um foco que podem nos levar ao ponto em que estar com Deus é nossa Terra Prometida.

Solitude – há momentos em que preciso separar um tempo especial para estar a sós com Deus. Preciso me isolar do barulho, de minhas atividades, de minhas demandas e ritmos costumeiros para investir um tempo longo com Cristo. Se isso é tão necessário em nossas relações humanas, como não fazer o mesmo em nossa relação com Deus? Para mim estes são momentos de ouvir e falar sem agenda, sem temas pré-definidos. São momentos de deixar que o próprio Espírito de Deus dirija nossa conversa.

Meditação – muito embora eu precise refletir sempre sobre o que estou aprendendo, há momentos em que preciso meditar, ou seja, investir um tempo mais prolongado para deixar minha mente se aprofundar em conceitos e verdades sobre mim mesmo, sobre a vida e especialmente sobre Deus. Estes momentos não podem ser apressados, ou nossa tentação de concluir pode nos roubar de algo mais precioso que Deus tem reservado para nós.

Não sei como você tem cultivado sua intimidade com Deus, mas minha sincera oração é que ela seja construída com hábitos costumeiros e momentos de renovação. Afinal, se somos seguidores de Cristo, estar a seus pés é o mais importante (Lucas 10.41-42)!

SOBRE O AUTOR:

Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995. Chamada.com.br

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Meditações

MEDITAÇÃO: Suicídio, o assassinato de si mesmo

“Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida…” (Ef 5.29).

Editoria Jornal O Cristão

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O crescimento espantoso do número de suicídios no mundo, é hoje uma amarga realidade. Pessoas se matam em qualquer fase da vida. Os suicidas estão entre jovens, velhos, ricos, pobres, doutores, analfabetos, religiosos e ateus.

Segundo Andrew Solomon, em seu livro “Um crime da solidão”, a cada quarenta segundos, alguém comete suicídio. Há mais suicídios do que assassinatos. Mais pessoas matam a si mesmas do que morrem por aneurisma ou aids. Só nos Estados Unidos da América, cerca de quinhentas mil pessoas são levadas para o hospital todos os anos por tentativa de suicídio. A depressão ainda continua sendo a principal causa do suicídio. A depressão é uma doença da solidão, e a privacidade de um indivíduo deprimido nada tem a ver com dignidade, mas transforma-se numa prisão perigosa.

O suicídio é multicausal. Depressão, divórcio, drogas, doenças incuráveis, problemas passionais, dramas pessoais, crises financeiras, vazio existencial ou complexo de inferioridade são algumas  dessas causas. Há aqueles que defendem ser o suicídio resultado de doenças psíquicas; outros pensam ser fruto de um desajuste social. Alguns acham que só os doentes mentais ceifam a própria vida, porém, as evidências provam que muitas pessoas, inobstante serem psiquicamente saudáveis, dão cabo de sua própria vida.

O suicídio não é justificável filosófica, moral e teologicamente. Não labora a favor de si mesmo quem a si mesmo elimina. Não é racional exterminar a si mesmo, para livrar-se dos dramas da vida. O homem não é um ilha. Não tem o direito de atentar contra si mesmo, para “aliviar” uma dor pessoal,  abrindo ao mesmo tempo uma ferida incurável na família e nos amigos. Constitui-se egoísmo incorrigível pensar só em si, a ponto de tirar a própria vida, sem avaliar a dor que isso pode causar na família. Além do mais, é uma visão deficiente e equivocada pensar que ao sair de cena, pelo expediente do suicídio, isso não vai fazer a mínima diferença para as pessoas. Pertencemos à nossa família. Não vivemos nem morremos para nós mesmos. Somos membros uns dos outros. Vivemos numa sociedade.

Vale destacar, outrossim, que a vida é uma dádiva de Deus. Só ele tem o poder de dar a vida e só ele tem autoridade  para tirar a vida. Matar a si mesmo é uma quebra do sexto mandamento da lei de Deus: “Não matarás”. Tirar a própria vida é uma usurpação de uma prerrogativa divina. É assassinato de si mesmo.

O suicídio precisa ser prevenido, muito embora não haja nenhuma vacina capaz de debelá-lo. As pessoas que flertam perigosamente com a morte precisam romper o silêncio e pedir ajuda. As pessoas que vivem no beiral desse precipício precisam ser amadas incondicionalmente, para não se sentirem um fardo para a família. É preciso demonstrar um amor mais profundo a essas pessoas enquanto elas estão vivas, mais do que demonstramos depois que elas morrem. Talvez, isso evitaria sua morte.

É preciso enfatizar, finalmente, que para as angústias da alma e para os tormentos do coração, existe um remédio eficaz: a esperança que o evangelho oferece. Jesus tira a nossa alma do cárcere. Ele perdoa os nossos pecados. Ele remove o fardo da culpa. Ele cura nossas memórias amargas. Ele oferece paz ao aflito, alegria ao triste e poder ao fraco. Jesus é poderoso para transformar vales em mananciais, desertos em pomares e inspirar canções de louvor nas noites escuras. Só Jesus preenche o vazio do coração. Só nele o aflito pode encontrar descanso para sua alma, alívio para sua dor, e razão para sua vida. Só Jesus oferece vida e vida em abundância!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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MEDITAÇÃO: O amor deve ser o coração da família (Pr. Josué Gonçalves)

Plante a semente do amor em casa e veja-o florescer em atos de bondade pelo mundo à medida que sua família cresce no entendimento da importância de amar ao próximo.

Editoria Jornal O Cristão

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A moça do caixa no supermercado tem uma carranca no rosto. Ela enganou-se duas vezes seguidas com os meus itens e irritada, anula-os. “Eu aposto que este foi um dia difícil para você”, eu disse. “Aguente firme!” Ela tenta um sorriso, e suaviza a carranca. Enquanto coloco as minhas compras no carro, lembro como meus adolescentes costumam chegar em casa da escola, jogam suas mochilas no chão, batem portas e rosnam uma resposta às minhas perguntas.

Como você demonstra amor à sua família?

Quantas vezes podemos mostrar compreensão e paciência aqueles que mais merecem – os membros de nossa família – dizendo:

“Aposto que este foi um dia difícil para você, não é?”. Sabemos que em casa é o lugar onde o nosso amor pode fazer mais diferença.

Embora possamos nos esforçar para manter o segundo maior mandamento, como mencionado no evangelho de Marcos, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, em casa, a situação familiar pode complicar essa tarefa desgastando nossos nervos, oprimindo-nos e levando-nos a não demonstrar nosso amor a eles.

Pratique o  amor  na vida familiar!

Pratique o perdão

O perdão é uma poderosa manifestação do amor de Cristo, e será mais fácil seguir seus exemplos e amar aqueles que nos rodeiam, se pudermos perdoar. Devemos começar por nós mesmos: se aceitarmos nossas limitações e perdoar nossos próprios defeitos, estaremos mais propensos a perdoar as explosões de nossos filhos ou a impaciência do nosso marido.

Seja humilde

Outra forma de garantir que o amor esteja presente em nossa família é através da humildade. Quando assumimos a responsabilidade por, por exemplo, nosso mau humor que pode ter causado ou aumentado a discórdia na família, mostramos aos nossos filhos e cônjuge que os amamos, abandonando posturas orgulhosas e aceitando nossa natureza imperfeita.

Cuidado com suas palavras

Palavras duras têm uma vida útil longa. Elas corroem a nossa autoestima, ferem nossos sentimentos e nos deprimem. Tente rotular comportamentos e não pessoas e tente contar até 100 silenciosamente e vá saindo de cena quando palavras pejorativas começarem a querer sair de sua boca em velocidade vertiginosa.

Ocupe-se de seu espírito

Se, diariamente abastecermos a nossa própria “reserva espiritual” através da leitura das escrituras e orando com um coração agradecido, provavelmente teremos a orientação de que precisamos para responder adequadamente às demandas familiares em nosso próprio tempo, nosso espaço, mente e emoções.

Deus vai nos sustentar independentemente da situação, ajudando-nos a ser compassivos, respeitosos, compreensivos e gentis.

Às vezes, pode ser mais fácil demonstrar bondade a uma caixa de supermercado estressada do que a um membro da família. No entanto, o amor começa em casa. O amor de Deus por nós é infinito e abrangente, e nós mostramos nosso amor por Ele quando permitimos que Ele seja o elo que mantém nossa família unida.

Pr. Josué Gonçalves

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MEDITAÇÃO: Quem esconde os seus pecados não prospera

Há diversos textos da Palavra de Deus que nos mostram as coisas abomináveis que desagradam a Deus.

Editoria Jornal O Cristão

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“Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:8-9)

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28:13)

Há diversos textos da Palavra de Deus que nos mostram as coisas abomináveis que desagradam a Deus e nos faz andar longe dEle, como por exemplo: Gálatas 5:19-21, Efésios 5: 3-4, 1 Coríntios 6:9-10, Apocalipse 21:8 etc.

A Palavra de Deus também nos afirma que: “… o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23)

Reflita sobre a sua vida, se achar situações que a Palavra de Deus condena, abandone essas situações imediatamente, peça perdão ao Senhor e conte com as misericórdias infindáveis dEle.

Faça essa oração: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24)

Deus te abençoe e a todos na sua família com um ótimo dia na presença dEle.

Um abraço do amigo,

Frank Medina

Por Frank Medina, pastor consagrado, desde 2005, na Igreja Batista O Poder da Palavra, Bacharel em Teologia. Escritor de artigos cristãos/evangélicos desde 2001. Atualmente serve na Primeira Igreja Batista em Mogi das Cruzes (PIB Mogi).

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