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MEDITAÇÃO: O valor de investir na vida de alguém

Editoria Jornal O Cristão

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Eram 20 horas da quinta-feira passada e eu estava na rodoviária de Porto Alegre (não é meu lugar favorito de estar na noite logo antes de um feriado). O horário chegou e eu embarquei em um ônibus leito para Montevidéu. Foram mais de 12 horas de viagem. A opção pelo ônibus foi devido ao preço da passagem de avião. Fui na quinta, passei a sexta com uma família de missionários recém-chegados àquele país e no sábado ministrei durante todo o dia em um encontro de pastores usando um intérprete e o pouco de espanhol que conheço. Na manhã de domingo entrei em um carro antigo com o casal, o filho e um cachorro e fizemos a viagem de retorno em 14 horas. O que me fez “investir” assim o final de semana de feriado? O prazer de ser usado por Deus na vida de outro líder.

Tenho caminhado com este casal por vários anos. Em especial, tenho investido na vida do marido e em seu ministério. Pela graça de Deus fui usado para encorajá-lo, repreendê-lo, animá-lo, ensiná-lo e aprender com ele. O ministério deles, a apenas 45 dias no Uruguai, tem dado mostras de um mover de Deus. Eles têm conseguido – muito antes do esperado – fazer contatos e estabelecer amizades que prometem se tornar parcerias ministeriais. Ao observá-lo enquanto falava aos pastores em grupo ou individualmente, enquanto interagia, fazia novos amigos ou mesmo brincava com os presentes, lembrei-me de uma passagem do apóstolo Paulo em sua primeira carta aos tessalonicenses:

2Sempre damos graças a Deus por todos vocês, mencionando-os em nossas orações. 3Lembramos continuamente, diante de nosso Deus e Pai, o que vocês têm demonstrado: o trabalho que resulta da fé, o esforço motivado pelo amor e a perseverança proveniente da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo. (1Tessalonicenses 1.2-3)

Este texto reflete muito meus sentimentos pelo casal em questão. Eu creio que há pouca coisa mais recompensadora do que investir em jovens líderes. Com certeza há um custo alto também, muito embora não seja este o caso. Durante minha vida poderia alistar outros em quem investi, mas não consegui desenvolver proximidade, não fui acolhido ou minha contribuição foi desprezada. Houve casos de traições, de “puxadas de tapetes” e de hostilidade. No entanto, há casos em que Deus conecta almas, em que o pouco que investimos é altamente valorizado, em que o ministério deles nos traz a alegria de nos sentirmos participantes; são estes casos que fazem valer a pena investir em outros.

No texto acima, além de “dar graças”, Paulo observa e se lembra de 3 características:

  1. Trabalho que resulta da fé. Trabalhamos muito no ministério. A grande questão é qual a fonte de nosso trabalho. O apóstolo Pedro adverte para que não trabalhemos por obrigação, ganância ou desejo de dominar. Para ser verdadeiramente ministério, o trabalho precisa vir de fé. Fé de que Deus assim deseja, fé de que Deus está agindo, fé de que ele está realizando o impossível. Fé de que, mesmo diante de oposição, o resultado está nas mãos dele. Trabalho que resulta de motivações humanas pode até impressionar homens, mas tem pouco ou nenhum valor pra Deus, e gera um profundo desgaste na alma.
  2. Esforço motivado pelo amor. O ministério exige muito esforço. Não é possível realizar ministério sem se esforçar. No entanto, o verdadeiro ministério é motivado pelo amor. Primeiramente amor a Deus e também amor pelas pessoas. Pessoas percebem quando são amadas ou quando são apenas peças de manobra. Um ministério motivado pelo amor não depende de resultados para ser bem-sucedido. Seu “sucesso” está no próprio derramar-se pelo bem do outro.

Trabalho que resulta de motivações humanas pode até impressionar homens, mas tem pouco ou nenhum valor pra Deus, e gera um profundo desgaste na alma.

  1. Perseverança proveniente da esperança. Outra característica do ministério é a perseverança. A expectativa de que o ministério não sofrerá contrastes, obstáculos e crises é ingênua. No entanto, a esperança daquilo que fomos chamados a ser e fazer é a fonte da perseverança necessária ao ministério. Perseverança quando tudo parece que vai dar errado. Perseverança é necessária se tivermos de começar de novo, se nossos sonhos caem por terra, se Deus redireciona nossa jornada. Um ministério significativo precisa de perseverança.
  2. Vejo cada uma destas características neste casal. Não são perfeitos, mas são fiéis. Minha oração é que vejamos muitos mais como eles. Que exemplos assim nos estimulem. E, pessoalmente, que muitos descubram o prazer de investir em outros. Quem sabe, não seremos usados pelo Senhor para dar início a um novo movimento de Deus?

SOBRE O AUTOR:


Daniel Lima foi pastor de igreja local por mais de 25 anos. Formado em psicologia, mestre em educação cristã e doutorando em formação de líderes no Fuller Theological Seminary, EUA. Daniel foi diretor acadêmico do Seminário Bíblico Palavra da Vida por 5 anos, é autor, preletor e tem exercido um ministério na formação e mentoreamento de pastores. Casado com Ana Paula há mais de 30 anos, tem 4 filhos e vive no Rio Grande do Sul desde 1995.

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MEDITAÇÃO: Suicídio, o assassinato de si mesmo

“Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida…” (Ef 5.29).

Editoria Jornal O Cristão

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O crescimento espantoso do número de suicídios no mundo, é hoje uma amarga realidade. Pessoas se matam em qualquer fase da vida. Os suicidas estão entre jovens, velhos, ricos, pobres, doutores, analfabetos, religiosos e ateus.

Segundo Andrew Solomon, em seu livro “Um crime da solidão”, a cada quarenta segundos, alguém comete suicídio. Há mais suicídios do que assassinatos. Mais pessoas matam a si mesmas do que morrem por aneurisma ou aids. Só nos Estados Unidos da América, cerca de quinhentas mil pessoas são levadas para o hospital todos os anos por tentativa de suicídio. A depressão ainda continua sendo a principal causa do suicídio. A depressão é uma doença da solidão, e a privacidade de um indivíduo deprimido nada tem a ver com dignidade, mas transforma-se numa prisão perigosa.

O suicídio é multicausal. Depressão, divórcio, drogas, doenças incuráveis, problemas passionais, dramas pessoais, crises financeiras, vazio existencial ou complexo de inferioridade são algumas  dessas causas. Há aqueles que defendem ser o suicídio resultado de doenças psíquicas; outros pensam ser fruto de um desajuste social. Alguns acham que só os doentes mentais ceifam a própria vida, porém, as evidências provam que muitas pessoas, inobstante serem psiquicamente saudáveis, dão cabo de sua própria vida.

O suicídio não é justificável filosófica, moral e teologicamente. Não labora a favor de si mesmo quem a si mesmo elimina. Não é racional exterminar a si mesmo, para livrar-se dos dramas da vida. O homem não é um ilha. Não tem o direito de atentar contra si mesmo, para “aliviar” uma dor pessoal,  abrindo ao mesmo tempo uma ferida incurável na família e nos amigos. Constitui-se egoísmo incorrigível pensar só em si, a ponto de tirar a própria vida, sem avaliar a dor que isso pode causar na família. Além do mais, é uma visão deficiente e equivocada pensar que ao sair de cena, pelo expediente do suicídio, isso não vai fazer a mínima diferença para as pessoas. Pertencemos à nossa família. Não vivemos nem morremos para nós mesmos. Somos membros uns dos outros. Vivemos numa sociedade.

Vale destacar, outrossim, que a vida é uma dádiva de Deus. Só ele tem o poder de dar a vida e só ele tem autoridade  para tirar a vida. Matar a si mesmo é uma quebra do sexto mandamento da lei de Deus: “Não matarás”. Tirar a própria vida é uma usurpação de uma prerrogativa divina. É assassinato de si mesmo.

O suicídio precisa ser prevenido, muito embora não haja nenhuma vacina capaz de debelá-lo. As pessoas que flertam perigosamente com a morte precisam romper o silêncio e pedir ajuda. As pessoas que vivem no beiral desse precipício precisam ser amadas incondicionalmente, para não se sentirem um fardo para a família. É preciso demonstrar um amor mais profundo a essas pessoas enquanto elas estão vivas, mais do que demonstramos depois que elas morrem. Talvez, isso evitaria sua morte.

É preciso enfatizar, finalmente, que para as angústias da alma e para os tormentos do coração, existe um remédio eficaz: a esperança que o evangelho oferece. Jesus tira a nossa alma do cárcere. Ele perdoa os nossos pecados. Ele remove o fardo da culpa. Ele cura nossas memórias amargas. Ele oferece paz ao aflito, alegria ao triste e poder ao fraco. Jesus é poderoso para transformar vales em mananciais, desertos em pomares e inspirar canções de louvor nas noites escuras. Só Jesus preenche o vazio do coração. Só nele o aflito pode encontrar descanso para sua alma, alívio para sua dor, e razão para sua vida. Só Jesus oferece vida e vida em abundância!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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MEDITAÇÃO: O amor deve ser o coração da família (Pr. Josué Gonçalves)

Plante a semente do amor em casa e veja-o florescer em atos de bondade pelo mundo à medida que sua família cresce no entendimento da importância de amar ao próximo.

Editoria Jornal O Cristão

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A moça do caixa no supermercado tem uma carranca no rosto. Ela enganou-se duas vezes seguidas com os meus itens e irritada, anula-os. “Eu aposto que este foi um dia difícil para você”, eu disse. “Aguente firme!” Ela tenta um sorriso, e suaviza a carranca. Enquanto coloco as minhas compras no carro, lembro como meus adolescentes costumam chegar em casa da escola, jogam suas mochilas no chão, batem portas e rosnam uma resposta às minhas perguntas.

Como você demonstra amor à sua família?

Quantas vezes podemos mostrar compreensão e paciência aqueles que mais merecem – os membros de nossa família – dizendo:

“Aposto que este foi um dia difícil para você, não é?”. Sabemos que em casa é o lugar onde o nosso amor pode fazer mais diferença.

Embora possamos nos esforçar para manter o segundo maior mandamento, como mencionado no evangelho de Marcos, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, em casa, a situação familiar pode complicar essa tarefa desgastando nossos nervos, oprimindo-nos e levando-nos a não demonstrar nosso amor a eles.

Pratique o  amor  na vida familiar!

Pratique o perdão

O perdão é uma poderosa manifestação do amor de Cristo, e será mais fácil seguir seus exemplos e amar aqueles que nos rodeiam, se pudermos perdoar. Devemos começar por nós mesmos: se aceitarmos nossas limitações e perdoar nossos próprios defeitos, estaremos mais propensos a perdoar as explosões de nossos filhos ou a impaciência do nosso marido.

Seja humilde

Outra forma de garantir que o amor esteja presente em nossa família é através da humildade. Quando assumimos a responsabilidade por, por exemplo, nosso mau humor que pode ter causado ou aumentado a discórdia na família, mostramos aos nossos filhos e cônjuge que os amamos, abandonando posturas orgulhosas e aceitando nossa natureza imperfeita.

Cuidado com suas palavras

Palavras duras têm uma vida útil longa. Elas corroem a nossa autoestima, ferem nossos sentimentos e nos deprimem. Tente rotular comportamentos e não pessoas e tente contar até 100 silenciosamente e vá saindo de cena quando palavras pejorativas começarem a querer sair de sua boca em velocidade vertiginosa.

Ocupe-se de seu espírito

Se, diariamente abastecermos a nossa própria “reserva espiritual” através da leitura das escrituras e orando com um coração agradecido, provavelmente teremos a orientação de que precisamos para responder adequadamente às demandas familiares em nosso próprio tempo, nosso espaço, mente e emoções.

Deus vai nos sustentar independentemente da situação, ajudando-nos a ser compassivos, respeitosos, compreensivos e gentis.

Às vezes, pode ser mais fácil demonstrar bondade a uma caixa de supermercado estressada do que a um membro da família. No entanto, o amor começa em casa. O amor de Deus por nós é infinito e abrangente, e nós mostramos nosso amor por Ele quando permitimos que Ele seja o elo que mantém nossa família unida.

Pr. Josué Gonçalves

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MEDITAÇÃO: Quem esconde os seus pecados não prospera

Há diversos textos da Palavra de Deus que nos mostram as coisas abomináveis que desagradam a Deus.

Editoria Jornal O Cristão

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“Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:8-9)

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28:13)

Há diversos textos da Palavra de Deus que nos mostram as coisas abomináveis que desagradam a Deus e nos faz andar longe dEle, como por exemplo: Gálatas 5:19-21, Efésios 5: 3-4, 1 Coríntios 6:9-10, Apocalipse 21:8 etc.

A Palavra de Deus também nos afirma que: “… o salário do pecado é a morte…” (Romanos 6:23)

Reflita sobre a sua vida, se achar situações que a Palavra de Deus condena, abandone essas situações imediatamente, peça perdão ao Senhor e conte com as misericórdias infindáveis dEle.

Faça essa oração: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24)

Deus te abençoe e a todos na sua família com um ótimo dia na presença dEle.

Um abraço do amigo,

Frank Medina

Por Frank Medina, pastor consagrado, desde 2005, na Igreja Batista O Poder da Palavra, Bacharel em Teologia. Escritor de artigos cristãos/evangélicos desde 2001. Atualmente serve na Primeira Igreja Batista em Mogi das Cruzes (PIB Mogi).

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