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Estudos Bíblicos

A mordomia do Corpo

mordomia que nos propomos estudar durante este trimestre não tem a ver apenas com administração de bens terrenos, mas também com os cuidados que devemos ter com a nossa própria vida. Nas palavras de Paulo a Timóteo: “tem cuidado de ti mesmo…” (1Tm 4.16).

Editoria Jornal O Cristão

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ubsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 2 do trimestre sobre “Tempo, Bens e Talentos”.Continua depois da publicidade

A mordomia que nos propomos estudar durante este trimestre não tem a ver apenas com administração de bens terrenos, mas também com os cuidados que devemos ter com a nossa própria

vida. Nas palavras de Paulo a Timóteo: “tem cuidado de ti mesmo…” (1Tm 4.16).

Nas Lições 2 e 3 estudaremos sobre o zelo com nosso próprio ser, levando em conta a tripartição humana: espírito, alma e corpo. Começando pelo corpo, vejamos o que a Bíblia diz sobre como fomos formados e qual a vontade de Deus em relação a este aspecto da mordomia cristã.

I. A dimensão material do corpo

1. A formação maravilhosa do corpo

Visto que somos criacionistas bíblicos e defendemos o método de interpretação histórico-gramatical das Escrituras, cremos na literalidade da narrativa da criação do homem conforme registram os primeiros capítulos de Gênesis. Assim, ratificamos aqui a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil:

Cremos, professamos e ensinamos que o homem é uma criação de Deus: “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gn 2.7). (…) O ser humano foi criado macho e fêmea: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Trata-se de um ser inteligente e que foi capaz de dar nome aos animais; feito à semelhança de Deus: “os homens, feitos à semelhança de Deus” (Tg 3.9); um pouco menor que os anjos; coroado de honra e de glória e dotado por Deus de livre-arbítrio, ou seja, com liberdade de escolher entre o bem e o mal. [1]

O próprio Senhor Jesus, a quem tomamos por maior intérprete da Palavra de Deus, visto que ele é a Palavra de Deus encarnada (Ap 19.13), o Verbo vivo (Jo 1.1), mencionou a criação do ser humano como um evento literal: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’” (Mt 19.4). Ali, no Éden, o próprio Deus, tomando o pó da terra, modelou cada órgão do corpo humano e deu-lhe a forma final, como lhe aprouve. Ali de fato o corpo fora criado!

Elinaldo Renovato, porém, chama-nos a atenção para um equívoco corriqueiro na descrição que fazemos da criação do primeiro homem:

Deus formou a parte física do homem, o seu corpo, “do pó da terra”. Não com o barro, em seu estado bruto ou “um boneco de barro”, como ensinam alguns obreiros de modo infantil. Deus manipulou os elementos químicos que se encontram no barro ou na argila, formando, de modo sobrenatural, cada parte do corpo humano, combinando-os de maneira jamais compreendida pela mente humana (…) A forma como o Senhor combinou os aminoácidos, as proteínas, os sais minerais e as demais substâncias para compor o corpo humano é algo que transcende a qualquer especulação científica. [2]

Não menos maravilhosa que a criação do primeiro homem é a geração da vida e a formação do corpo a partir do ventre materno, com a relação entre um homem e uma mulher. Todos nós fomos gerados e modo maravilhoso! Uma ínfima compreensão de todos os processos biológicos envolvidos na formação de um novo corpo humano é suficiente para produzir em nós admiração e dar-nos motivo para exaltarmos o Criador. Há uma engenharia sofisticadíssima por trás de tudo isso, e a ciência humana jamais poderá reproduzi-la!

Davi viu-se assombrado diante desta reflexão e então exclamou: “Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza” (Sl 139.14, NVI). Quando cada osso de nosso corpo era formado e cada órgão era entretecido na escuridão do útero materno, lá estava sobre nós o olhar do grande Projetista (vv. 15,16). E não podia ser diferente, já que Ele formava nosso corpo não apenas para ser o invólucro da alma e do espírito (entidades imateriais do homem), mas igualmente nos fizera para ser seu santuário, dentro do qual Ele almejara habitar!

Que graça de Deus! Mas que privilégio e responsabilidades é para nós, mordomos do corpo!

2. A estrutura do corpo humano

O corpo humano é uma máquina poderosíssima, cheia de engrenagens e nanopartículas cujo trabalho simultâneo garante o funcionamento dos nossos cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar), além da expressão de nossos sentimentos, vontade e intelecto. O descuido, porém, desta grande máquina ou o seu mau uso para fins que não aqueles pretendidos pelo Criador, acarretam avarias, inutilização e destruição! O pecado, por exemplo, pode trazer deformidade ao corpo. Veja que ao homem outrora paralítico, mas agora curado, o Senhor lhe deixou esta advertência: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior” (Jo 5.14). Não podemos desrespeitar o manual do Fabricante!

Jesus afirmou aos seus discípulos que “até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” (Mt 10.30). Isso não é uma hipérbole (figura de exagero), mas uma afirmação literal quanto ao perfeito conhecimento que Deus tem da estrutura do nosso corpo e das nossas necessidades pessoais. Cientistas dizem que uma pessoa entre 20 e 30 anos possui aproximadamente 150 mil fios de cabelo em sua cabeça – nosso Deus, o Criador, sabe este número com exatidão, em cada cabeça dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta terra!

A ciência tem algumas informações interessantes a nos passar sobre a estrutura do corpo humano. Embora nossa aula na EBD não seja de biologia ou genética, são informações úteis para levar-nos a uma percepção semelhante aquela de Davi: de um modo especial e admirável fomos formados!

O organismo humano constitui-se de 216 tecidos organizados no esqueleto que possui 206 ossos; “O cérebro tem um trilhão de células nervosas e seus sinais trafegam ao longo dos nervos até um máximo de 360km/h: uma mensagem enviada da cabeça para o pé chega em 1/50 de segundo […] o cérebro de um homem pesa 1,4 kg; o cérebro de uma mulher pesa 1,25 kg”. A organização do corpo humano é extraordinária e nem sempre é percebida pelo homem comum. O corpo humano tem 70% de água; tem 96.500 km de veias e artérias; tem 10 bilhões de vasos capilares; há 100 trilhões de células no corpo; o DNA é uma fábrica supercomplexa, que contém o código da vida. [3]

Estamos plenamente convencidos de o corpo humano, com toda esta complexa estrutura, jamais poderia ser fruto da evolução e de processos não-dirigidos. Ninguém jamais admitiria que um simples bolo de chocolate sobre a mesa apareceu ali após milhões de anos de evolução e mistura não dirigida dos ingredientes que o compõe. Por que deveríamos ser céticos o bastante ou ingenuamente religiosos evolucionistas para acreditar na evolução das espécies? Nas palavras de Norman Geisler, “não tenho fé suficiente para ser ateu”.

II. A dimensão espiritual do corpo

1. O corpo segundo as Escrituras

Novamente citamos a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, por considerarmos satisfatória a síntese que faz sobre o conceito de corpo humano por uma perspectiva bíblica. Confira:

O corpo é o invólucro do espírito e da alma. É a parte física, o homem exterior, que se corrompe, ou seja, envelhece e é mortal. O homem é carne como criatura perecível: “porque toda a carne é como erva” (1Pe 1.24). Rejeitamos a ideia de ser o corpo a prisão da alma e do espírito ou de ser inerentemente mau e insignificante, pois ele é templo do Espírito Santo e templo de Deus, uma vez que o Espírito Santo habita em nós. O corpo é importante, pois Deus o ressuscitará: “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção” (1Co 15.42) [4]

Quanto a ressalva que o texto acima faz da ideia equivocada de que o corpo é inerentemente mau, Timothy Munyon acrescenta: “Quando os escritores do Novo Testamento mencionam ‘carne’ num sentido negativo (Rm 7.18; 8.4; 2Co 10.2,3; 2Pe 2.10), falam da natureza pecaminosa, e não especificamente do corpo físico”[5]. Portanto, embora o pecado também tenha atingido o corpo, isso não significa que o corpo seja mau em si mesmo. Deus é o Criador e Senhor do corpo!

Algumas formas pelas quais a Bíblia se refere ao corpo (especialmente o corpo do crente):

a) Corpo do pecado (Rm 6.6) – para se referir ao corpo sob a escravidão do pecado.

b) Casa terrestre (2Co 5.1) – para se referir ao corpo com que interagimos com o mundo em nossa volta, que veio do pó da terra e à terra voltará (Gn 3.19), até que seja ressuscitado em glória (1Co 15.43).

c) Templo do Espírito Santo (1Co 6.19,20) – para se referir a sacralidade do corpo do cristão (o descrente não é, nem pode ser neste estado de incredulidade templo do Espírito). Sem dúvidas, esta é a mais vibrante declaração quanto ao corpo do cristão, um verdadeiro santuário, um lugar sagrado onde Deus habita!

d) Homem exterior (2Co 4.16) – para referir-se ao corpo como a manifestação do ser, a expressão visível do homem, já que somente Deus vê o homem interior (1Sm 16.7).

e) Tabernáculo (2Pe 1.14) – para referir-se ao corpo humano como casa provisória tanto da nossa alma e espírito como também do próprio Espírito Santo, assim como o tabernáculo do Antigo Testamento fora provisório, vindo a ser substituído pelo Templo. Na eternidade não deixaremos de ter um corpo físico, mas será um corpo superior a este frágil que agora temos.

f) Vaso (1Ts 4.4; algumas versões dizem “próprio corpo”, outras, com menos razão, dizem “própria esposa” ou “próprio cônjuge”. Mas “seu vaso” ou “próprio vaso” parece ser uma tradução melhor) – para referir-se à fragilidade do corpo e à razão pela qual ele não deve ser usado indevidamente para que não padeça. Diz o ditado que “cabeça que não pensa, o corpo padece”. Cuidemos de nosso corpo, pois em seu interior há um tesouro de inestimável valor! (2Co 4.7)

2. Pecados contra o corpo

Quando falamos de pecado, falamos daquilo que é ofensivo a Deus e que é contrário à sua vontade. Mas por que falar em pecado contra o corpo se o corpo é nosso? É que na verdade – e aqui reside o ponto fundamental desta Lição – o corpo é nosso porque a vida reside nele, todavia, do Criador continua sendo a propriedade sobre nosso corpo. Eis a razão porque Ele pode dar a vida e também tirá-la, pode curar, mas também fazer a ferida… Porque tudo lhe pertence! (Dt 32.39).

Logo, é arrogante os protestos feministas desta geração libertina que reclama “Meu corpo, minhas regras”. O corpo nos foi dado pelo Criador e dele são as regras para o uso devido deste corpo. Sua Palavra nos ensina como fazer a mordomia do corpo, e ignorá-la ou desobedece-la acarretará em punição da parte de Deus, que julgará a cada um segundo as suas obras (Rm 2.6-10). Especialmente aquele que passou pela conversão, precisa entender que seu corpo é templo de Deus e que “não sois de vós mesmos” (1Co 6.18).

São muitos os pecados que o homem comete no corpo e contra o corpo, não raro colocando-o sob risco de deformações, enfermidades, possessões demoníacas e até mesmo da morte. Cuidemos para não emprestar os membros de nosso corpo a estas práticas nocivas, como: imoralidade sexual (fornicação, adultério, prostituição), sensualidade e indecência, gestos obscenos, agressão física contra outras pessoas, agressão física contra si mesmo (automutilação), glutonaria, vícios (drogas e bebidas alcoólicas), tatuagens, extravagâncias no estilo pessoal (cortes de cabelo exagerados, excesso de adornos ou maquiagens que contrariam o princípio da simplicidade e da modéstia).

3. A santificação do corpo

O homem ou mulher descrente ignora a mordomia do corpo no que concerne a necessidade de santificação. No máximo, o descrente se preocupará com a saúde do corpo, o que também é importante, mas menos importante que a santidade do corpo. Homens saudáveis não verão a Deus necessariamente; mas necessariamente homens santos verão a Deus! (Mt 5.8).

Entretanto, como o tema mordomia do corpo abarca não só questões espirituais, mas igualmente físicas (afinal, o corpo é a expressão física do ser humano), julgamos necessário destacar algumas regras para uma vida saudável no corpo, e que, por sua vez, poderá traduzir-se numa vida emocional e espiritual também mais saudável. Munyon, citando Erickson, diz que “O cristão que deseja ter saúde espiritual dedicará atenção a questões como a dieta, o repouso e o exercício” [6]. José Delgado corrobora lembrando-nos que “um corpo saudável traz honra e glória ao Senhor; além disso, temos melhores condições de usá-lo no seu serviço”[7]. Listamos abaixo algumas dicas para uma melhor mordomia do corpo, quanto aos cuidados para sua saúde.

a) Alimentar-se bem – viveríamos melhor e frequentaríamos menos os hospitais se tivéssemos hábitos alimentares mais saudáveis. O que comemos pode não nos contaminar espiritualmente, mas pode adoecer nosso corpo e lançar-nos no ostracismo, inclusive impedindo-nos de confraternizarmo-nos com nossa família e de congregar-nos com nossa igreja.

b) Fazer exercícios físicos – o exercício físico é de pouco proveito no que concerne ao serviço religioso (1Tm 4.8), mas é de muito proveito no que concerne à saúde física. A simples caminhada sempre recomendada pelos médicos pode prolongar-nos o bem-estar e os anos de vida.

c) Repousar o suficiente – Orlando Boyer conta em seu clássico Heróis da Fé que o famoso pregador inglês John Wesley morreu aos 87 anos, tendo vivido a longevidade como consequência de sua disciplina: dormia sempre oito horas por dia, acordava cedo, caminhava pelos quarteirões onde morava, viveu livre de vícios (como todo bom metodista) e cumpriu cabalmente o seu ministério. Sem dúvida, Wesley foi um bom mordomo do corpo!

Quanto à santificação do corpo, ela é obrigatória porque fomos comprados por bom preço, separados do pecado e consagrados ao Deus que nos comprou da escravidão. “Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”, exorta o apóstolo Paulo (1Co 6.19). Sim, em nosso corpo Deus deve ser glorificado: na moderação dos costumes, no controle dos pensamentos, no domínio das emoções e ações, nas expressões de louvor e adoração, etc. Nas palavras do salmista, “tudo o que há em mim, bendiga o seu santo nome” (Sl 103.1). Do mesmo jeito que o pecado perpassa todo o nosso ser (espírito, alma e corpo), a santidade também deve trazer pureza ao nosso homem interior e também ao homem exterior!

III. O culto racional e a mordomia do corpo

É de todos conhecido o versículo em que Paulo recorre indiretamente ao principal elemento do culto judaico, o sacrifício, para que através de uma metáfora possa recomendar-nos com rogos a santificação do corpo. Diz o apóstolo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1).

1. Sacrifício vivo

Por todo o trimestre passado estudamos o tabernáculo e os símbolos da obra redentora de Cristo. Por algumas lições nos detivemos a falar sobre os sacrifícios levíticos, dentre os quais o principal era o holocausto, quando a vítima era totalmente queimada (excetuando-se o sangue e a pele) sobre o altar de bronze, no pátio.

Agora, porém, nada excetuando, o apóstolo nos conclama a apresentar o nosso corpo a Deus também como um sacrifício, não como um sacrifício morto, como eram obrigatoriamente todos os sacrifícios judaicos (nenhum animal era lançado vivo sobre o fogo!), mas como uma oferta viva!

Para quem acha que Deus não se importa com o corpo, ou, ainda pior, que o que fazemos com o corpo não interfere em nosso “homem interior” (essa ideia popular entre os crentes libertinos do nosso tempo remete os gnósticos dos primeiros séculos), Paulo insiste nosso corpo seja um sacrifício vivo para Deus. Enquanto temos vida, vivamos para Deus! Morremos para as práticas mundanas, mas vivemos para adoração ao Senhor (Gl 2.20).

2. Sacrifício santo

Noutro momento, o apóstolo Paulo destaca a santificação integral: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23). Para quem diz que “Deus só quer o coração”, Paulo tem uma lição: Deus quer nosso ser por inteiro!

Deus quer joelhos que se dobrem em oração (Ef 3.14), pés que caminham para proclamação do evangelho (Is 52.7; Rm 10.15), mãos limpas que se ergam em súplicas a Deus (SL 24.4; 1Tm 2.8), boca que se abre em louvor de gratidão (Hb 13.15; Tg 5.13), e cérebro que se aplique à reflexão, conhecimento e discernimento das coisas espirituais! (Pv 4.7; Mc 12.30). Consagremos cada membro de nosso corpo ao Senhor!

3. Sacrifício agradável

Assim como o holocausto exalava aroma agradável a Deus (Lv 1.17, NVI; a ARC diz “cheiro suave ao Senhor”), hoje também o Senhor espera que nossa conduta de vida exale para Ele bom odor.

Será que sobe agradável a Deus o cheiro de cigarro dos fumantes? E o cheiro de álcool dos que se embriagam? Sobe agradável a Deus o cheiro dos que se perfumam para ir aos motéis se prostituírem? E o cheiro do dinheiro de propina e corrupção guardado em malas ou gavetas no escritório, tem sido “cheiro suave” ao Senhor? Livre-nos Deus desses intragáveis odores do pecado e faça de nós ofertas de aroma agradável para Si!

Conclusão

Como mordomos do corpo, temos obrigação de zelar por ele, fazer o melhor que pudermos pela sua saúde e oferecê-lo ao Senhor para santificação diária. Que da planta dos pés ao mais alto fio de cabelo na cabeça, estejamos inteiramente comprometidos em abster-nos de vícios e extravagâncias, de imoralidades e práticas pagãs, para vivermos uma vida sóbria e justa diante do Senhor e dos homens!

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Estudos Bíblicos

5 coisas que os pastores precisam parar de fazer imediatamente

Pastores, não somos apenas líderes de torcida, somos transformadores de jogo. Somos chamados a agitar e a condenar para que a mudança ocorra.

Editoria Jornal O Cristão

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É verdade que existem muitos pastores e igrejas maravilhosas – eu aprecio o ministério deles, mas, como um todo, a igreja se desviou do curso. Eles perderam a noção da verdade – muitos estão mais preocupados com degustação de vinhos e cervejas artesanais do que realmente buscando o coração de Deus.  

O púlpito regula a condição espiritual do povo de Deus que afeta a nação. Uma cultura morna e saturada de sexo (e igreja) simplesmente reflete a falta de convicção no púlpito e no banco.

Pastores e líderes cristãos devem assumir a responsabilidade pela saúde espiritual da igreja de hoje e da nação. Não precisamos de mais planos de marketing, estudos demográficos ou campanhas de doação; precisamos de homens cheios do Espírito de Deus.

Esta não é uma carta de repreensão (não estou em posição de fazer isso) – é um apelo manchado de lágrimas que mais uma vez buscamos o coração de Deus. Aqui estão cinco questões que precisamos superar:

1. Pare de diluir o evangelho. A verdade é muitas vezes diluída na esperança de não ofender os membros e formar um grande público. O julgamento nunca é mencionado e o arrependimento raramente é buscado. Queremos construir uma igreja em vez de partir um coração; seja politicamente correto e não biblicamente correto; mimar e conforto ao invés de mexer e condenar. O poder do evangelho é encontrado na verdade sobre o evangelho – a versão editada não muda vidas.

2. Pare de se concentrar apenas no incentivo. Todos nós precisamos de incentivo, isso é certo, mas a maioria das pessoas se sente derrotada porque não está ouvindo mais sobre o arrependimento – “arrependa-se e experimente momentos de refrescamento da presença do Senhor” (cf. Atos 3:19 ). Para realmente ajudar as pessoas, devemos pregar as verdades difíceis, bem como as alegres; pregue a cruz e a nova vida; pregue o inferno e pregue o céu; pregar condenação e pregar salvação; pregue o pecado e pregue a graça; pregar ira e pregar amor; pregar julgamento e pregar misericórdia; pregar obediência e pregar perdão; pregue que Deus “é amor”, mas não esqueça que Deus é justo. É o amor de Deus que nos obriga a compartilhar toda a Sua verdade.

3. Pare de receber sua mensagem da psicologia pop ou da última moda. Todos nós devemos retornar ao local de oração, onde ocorrem quebrantamento, humildade e rendição total. Deus prepara o mensageiro antes de prepararmos a mensagem. Sem oração, “a igreja se torna um cemitério, não um exército em combate. Louvor e oração são sufocados; adoração está morta. O pregador e a pregação encorajam o pecado, não a santidade … a pregação que mata é a pregação sem oração. Sem oração, o pregador cria a morte, e não a vida ”(EM Bounds). “Sem o batimento cardíaco da oração, o corpo de Cristo se parecerá com um cadáver. A igreja está morrendo de pé porque ela não está de joelhos ”(Al Whittinghill).

4. Pare de tentar ser como o mundo. Se um pastor enche sua mente com o mundo a semana toda e espera que o Espírito de Deus fale ousadamente através dele a partir do púlpito, ele ficará gravemente enganado. “O sermão não pode elevar-se em suas forças vivificadoras acima do homem. Homens mortos dão sermões mortos, e sermões mortos matam. Tudo depende do caráter espiritual do pregador ”(EM Bounds). Quem ele é a semana toda é quem ele será quando pisar no púlpito. Somos chamados à vida separada guiada pelo Espírito Santo, não por Hollywood.

Quando Deus traz mudanças, a separação e a oração têm sido o catalisador. A condição letárgica seca e morta da igreja simplesmente reflete nossa falta de sermos cheios do Espírito. Embora devocionais e orações de 5 minutos sejam bons, eles não serão suficientes nesses tempos difíceis. Precisamos de tempos poderosos de oração, devoção e adoração. Mais uma vez, Deus prepara o mensageiro antes de prepararmos a mensagem. É preciso homens quebrados para quebrá-los. Desconecte a TV, desligue o Facebook e volte à Palavra, oração e adoração.

5. Pare de perguntar: “Este tópico ofenderá meu público?” E comece a perguntar: “Meu silêncio ofenderá a Deus?” Uma paráfrase frequentemente atribuída a Alexis De Tocqueville – um francês que foi o autor da Democracia na América no início de 1800, ajuda para entender melhor esse ponto: “Procurei em toda a América descobrir onde sua grandeza se originou. Procurei nos portos e nas margens, nos campos férteis e nas pradarias sem limites, nas minas de ouro e no vasto comércio mundial, mas não estava lá … Não foi até eu ir às igrejas da América e Ouvi seus púlpitos em chamas com justiça, eu entendi o segredo de seu sucesso. A América é ótima porque ela é boa e, se ela deixar de ser boa, a América deixará de ser ótima. ”

Seu púlpito está em chamas de retidão – tudo começa aqui.

Shane Idleman | Colaborador do ChristianHeadlines.com

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Estudos Bíblicos

Por que Deus disse a Abraão para sacrificar Isaque?

Na semana seguinte ao nascimento do meu primeiro filho, eu estava programado para pregar sobre Gênesis 22 e a história da oferta de Isaque por Abraão.

Editoria Jornal O Cristão

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Eu tive que mudar o sermão. Ao contar à congregação, pensei que não havia entendido essa história antes. Agora eu sabia que não.

Talvez este texto tenha incomodado você também. A exigência de Deus parece tão injusta, tão diferente de um Pai de amor. E a fé de Abraão parece muito além da capacidade humana.

Como aprenderemos, as duas aparências enganam.

O que Deus pediu a Abraão? 

A passagem começa com uma declaração muito confusa: “Algum tempo depois, Deus testou Abraão. Ele lhe disse: ‘Abraão!’ ‘Aqui estou eu’, ele respondeu ”( Gênesis 22: 1 ).

A palavra hebraica  nawsaw  significa testar e provar algo, mostrar que é assim. Não significa tentar fazer o errado, mas testar para que possamos fazer o que é certo. Deus dará a Abraão um teste de fé, que ele passará com cores vivas.

Aqui está: “Pegue seu filho, seu único filho, Isaque, a quem você ama, e vá para a região de Moriah. Sacrifique-o ali como holocausto em uma das montanhas das quais falarei ”(v. 2).

Lembre-se de que Abraão havia esperado vinte e cinco anos por esse filho. Quando ele nasceu, Deus prometeu a seu pai: “É por meio de Isaque que seus filhos serão contados” ( Gênesis 21:12 ). E agora Deus disse a este homem idoso, com mais de 110 anos, que o sacrificasse a Deus.

“Vá para a região de Moriah”, para o Monte. Moriah. Esta é a montanha mais significativa do mundo hoje. Onde Abraão ofereceu Isaque, Davi mais tarde ofereceu sacrifício a Deus na eira de Araúna, o jebuseu ( 2 Samuel 24: 17-19 ). E assim Salomão, filho de Davi, construiu seu templo aqui e fez desta rocha no topo da montanha o Santo dos Santos ( 2 Crônicas 3: 1 ).

Hoje, esta rocha está consagrada no Domo da Rocha, a estrutura muçulmana concluída em 691 dC. É o local mais sagrado do mundo para os judeus e o terceiro mais sagrado para os muçulmanos. Ambos querem isso. E o conflito no Oriente Médio que se enfurece hoje se resume a isso.

Mas, muito antes de tudo isso, um conflito se alastrou no coração de um homem velho.

Ele deveria “sacrificar” seu filho aqui, cortar sua garganta e queimar seu corpo.

Desistir de seu filho amado, seu herdeiro, legado e futuro, tudo o que importava para ele.

Dar tudo a Deus.

E ele passou no teste.

Ele e Isaac acordaram cedo na manhã seguinte e viajaram a pé mais de quarenta milhas em três dias. Ele subiu a montanha com ele e colocou seu filho amarrado neste altar, com uma faca no ar.

Como Abraão fez isso?

Pela fé em Deus.

Ele confiava em seu Senhor, não apenas com sua religião, mas com sua vida. Não apenas com o que ele poderia poupar, mas com o seu melhor. Ele sabia que o que quer que desse a Deus, Deus o abençoaria. 

Hebreus 11:19  diz: “Abraão argumentou que Deus poderia ressuscitar os mortos e, figurativamente falando, ele recebeu Isaque de volta da morte.” Ele sabia que se Deus quisesse que ele sacrificasse esse filho, Deus poderia ressuscitá-lo de volta à vida. Deus ainda podia cumprir suas promessas e fazer dele seu herdeiro. Deus poderia fazer o que Deus quiser.

Vemos essa fé na promessa de Abraão a seus servos: “Adoraremos e depois voltaremos para você” (v. 5). E eles fizeram.

Vemos isso em sua promessa a Isaque: “O próprio Deus proverá o cordeiro para o holocausto, meu filho” (v. 8). E ele deu, dando a Abraão o carneiro que substituiu seu filho no altar de adoração.

Abraão confiou em Deus o seu melhor, e Deus fez mais com isso do que Abraão jamais pôde. Ele fez deste filho o pai do povo hebreu. Por meio dos descendentes de Isaac, Deus trouxe seu próprio Filho, que morreu em sua própria madeira de sacrifício como oferta pelo pecado a Deus.

E agora, por causa do que Deus fez por meio de Isaque, a semente de Abraão, “não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo Jesus. Se você pertence a Cristo, então você é a semente de Abraão e herdeiros de acordo com a promessa ”( Gálatas 3: 28-29 ).

Através do filho de Abraão, somos todos filhos de Deus.

Tudo porque ele deu o seu melhor para Deus, e Deus o abençoou e o está usando ainda hoje.

O que Deus pede de nós?

Agora, o Senhor está nos chamando a fazer o que Abraão fez.

Ele quer que deixemos que ele controle nossas vidas – cada parte delas. Colocar nossas famílias, amigos, finanças e futuros em seu altar. Para nos colocar onde Abraão colocou seu filho.

Dar nossas vidas a Deus.

Romanos 12: 1-2  é o comentário do Novo Testamento sobre o nosso texto. Ouça estas palavras familiares de uma nova maneira, através da tradução de Eugene Peterson, The Message:

Aqui está o que eu quero que você faça, Deus a ajudando: leve sua vida cotidiana e comum – sua vida de dormir, comer, ir ao trabalho e passear – e coloque-a diante de Deus como uma oferta. Aceitar o que Deus faz por você é a melhor coisa que você pode fazer por ele. Não fique tão bem ajustado à sua cultura que se encaixe nela sem nem pensar. Em vez disso, concentre sua atenção em Deus. Você será mudado de dentro para fora. Reconheça prontamente o que ele deseja de você e responda rapidamente a ele. Ao contrário da cultura ao seu redor, sempre o arrastando para o nível de imaturidade, Deus tira o melhor de você, desenvolve uma maturidade bem formada em você.

Mas mesmo Deus pode usar apenas o que confiamos a ele.

Nenhum médico pode tratar um paciente que não esteja disposto a ser ajudado. Deus ainda está procurando por aqueles com a fé de Abraão.

“Tome sua vida cotidiana e comum – e coloque-a diante de Deus como uma oferta” – esse é o chamado de Deus.

Quem é Isaac para você?

Por Jim Denison , colunista do Christian Post

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Estudos Bíblicos

Como crescer em sua liderança: Volte-se para a Palavra de Deus

Editoria Jornal O Cristão

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As questões de ser um líder e as questões das características da liderança são tão antigas quanto a humanidade. Desde a queda no jardim do Éden até as notícias de hoje, vemos frequentemente os resultados devastadores de ouvir e seguir falsos líderes. Também conhecemos líderes do passado e do presente cujos exemplos tremendos são dignos de nossa atenção e imitação.

Para onde vamos aumentar nosso conhecimento de como ser um líder eficaz e influente? Como aprendemos a modelar as características de um líder com integridade? Se procurarmos na Amazon um livro sobre liderança, mais de 60.000 opções aparecerão. No entanto, como seguidores de Cristo, temos um livro, a Bíblia Sagrada, que oferece os melhores exemplos de como é a liderança nas histórias de grandes e pobres líderes.

Quando vemos o mundo de uma perspectiva bíblica, entendemos duas verdades: Primeiro, “a Palavra de Deus é viva e ativa, mais afiada do que qualquer espada de dois gumes” (Hebreus 4:12). Segundo, “Toda Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para o ensino, a reprovação, a correção e o treinamento da justiça, para que o homem de Deus seja completo, equipado para toda boa obra” (2 Timóteo 3: 16-17). ) Usamos a Bíblia como nosso guia.

Meu livro favorito da Bíblia que contém exemplos de grande liderança é o livro de Neemias. Neemias nos dá três princípios que nos servem bem em qualquer posição de liderança que ocupemos.

  • Comece com Deus . Quando Neemias ouviu que os sobreviventes do exílio de Jerusalém estavam com grandes problemas, e que o muro foi derrubado e os portões destruídos pelo fogo, ele imediatamente se voltou para o Senhor com jejum e oração. O Senhor deu a oportunidade a Neemias de apresentar ao rei Artaxerxes um pedido para retornar a Jerusalém para reconstruir a cidade e o muro. Quando o rei perguntou a Neemias o que era necessário, por causa do tempo gasto com o Senhor e pensando no que seria necessário, Neemias estava preparado. Ele pediu ao rei que escrevesse cartas em seu nome para atender às necessidades do projeto (Neemias 2: 7-8). Neemias procurou o Senhor, pensou no projeto e estava preparado para fazer seu pedido ao rei. Você procura o Senhor primeiro quando se depara com um novo projeto ou desafio?
  • Demonstre que você se importa . É um ditado comum – as pessoas não se importam com o quanto você sabe até saberem o quanto você se importa. Neemias passou um tempo compreendendo a situação e toda a extensão da devastação. Ele fez isso antes de compartilhar o que Deus lhe disse para empreender (Neemias 2: 11-18). Quando Neemias apresentou o plano para Jerusalém, as pessoas se reuniram ao seu redor porque ele demorou algum tempo para entendê-las. Quando chegou a hora do trabalho ser feito, Neemias trabalhou bem ao lado deles. De fato, ele, seus irmãos e servos não trocaram de roupa nem guardaram as armas (Neemias 4: 13-23). Ao reservar um tempo para obter uma imagem clara da tarefa e trabalhar lado a lado com os outros, Neemias demonstrou que se importava com o povo. Como sua equipe responderia se perguntada sobre seus cuidados com eles?
  • As pessoas são importantes . Todo o terceiro capítulo de Neemias é dedicado a descrever quem fez o trabalho. Neemias tinha muita coisa acontecendo; uma parede enorme para reconstruir a partir de escombros não é uma tarefa simples. No entanto, ele reservou um tempo para registrar cuidadosamente quem estava construindo o muro. Ele os conhecia – seus nomes e ocupações, bem como as partes do muro que cada pessoa estava reconstruindo. Como Deus soprou esse registro, entendemos que as pessoas que fazem o trabalho são importantes. Você conhece bem sua equipe? Este é um dos muitos exemplos de liderança na Bíblia, um livro que nos oferece sabedoria divina ao liderarmos.

SOBRE O AUTOR:

Julie Nimmons é ex-CEO da Schutt Sports, coach executiva e presidente da EXO Living, LLC. Este artigo foi publicado em uma publicação da Irmandade de Atletas Cristãos .

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